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Especiação de Urânio in situ em Águas Tratadas Proveniente de Drenagem Ácida de Mina de Urânio Usando a Técnica (DGT)

Jorge Henrique Pedrobom (1,2,3) (PG)*, Amauri Antonio Menegário (2,3) (PQ), João Maximino de Souza (4) (PQ), Thiago de Araujo Dourado (2,3) (PG), Mônica Aparecida F. de S. B. G.Lopes (4) (PQ), Isabella Miranda Farias (4) (TM), Alencar de Almeida Prata Junior(PQ) (5)

1-Nova Analítica Importação e Exportação LTDA, São Paulo, SP, Brasil
2-CEA - Centro de Estudos Ambientais, Univ Estadual Paulista “Julho de Mesquita Filho”, Rio Claro, SP, Brasil
3-Programa de Pós-Graduação em Geociências e Meio Ambiente, IGCE, UNESP - Univ Estadual Paulista, 13506-900, Rio Claro, SP, Brasil

4-Cenpes  - Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello, Petrobras, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
5-INB – Indústrias Nucleares do Brasil, Caldas, MG, Brasil

 

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Resumo do Pôster:

A Drenagem Ácida de Mina (ADM) tem causado poluição por metais pesados em muitos países. Nos Estados Unidos 20000-50000 minas estão abandonadas poluindo 23 mil quilômetros de rios com metais em elevadas concentrações [1]. Como em outros países a ADM também ocorre de maneira espontânea no Complexo Minério Industrial de Poços de Caldas-MG (CIPC) liberando elevadas concentrações de Urânio de forma descontrolada. Neste local fica instalada uma unidade de produção e extração de Urânio, no momento, desativada da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), responsável pela mineração de Urânio no país.

A técnica DGT (do inglês Diffusive Gradients in Thin-films) é baseada na 1ª Lei de Fick e possibilita realizar amostragem in situ do elemento de interesse, bem como suas espécies[2]. Outro atrativo da técnica é sua capacidade de determinar concentrações médias no tempo e pré-concentração da fração lábil, possibilitando assim realizar medidas em níveis de traço ou ultra-traço. Trabalhos recentes tem demonstrado a capacidade da DGT para realizar especiação in situ em águas tratadas proveniente de ADM [3]. Originalmente a DGT utiliza como ligante a resina Chelex-100 suportada em um hidrogel de poliacrilamida-agorase para retenção do analito e hidrogel de poliacrilamida-agarose como meio difusivo.
O principal objetivo desse trabalho foi avaliar o potencial da DGT para realizar especiação in situ de U em águas tratadas proveniente de drenagem ácida de mina de uranio (Caldas, MG, Brasil), usando como ligante a membrana catiônica P81 e membrana aniônica DE81 e como meio difusivo hidrogel de poliacrilamida-agarose. Após estudos prévios realizados em laboratório com a finalidade de determinar o tempo de imersão dos dispositivos (para que não houvesse a saturação do ligante), os dispositivos foram submetidos à imersão in situ em três locais potencialmente contaminados com águas de drenagem ácida de mina de urânio.

A fração lábil obtida pela membrana P81 foi cerca de 2,3 - 2,8% da fração dissolvida, indicando a inexistência de espécies catiônica no sistema.  Por outro lado a membrana DE81 mostrou que 51 – 109% da fração dissolvida  está  na forma aniônica  possivelmente como UO2(OH)3-, CaUO2(CO3)3-2, UO2(CO3)2-2, UO2(CO3)3-4, UO2F3-(segundo modelos estabelecidos por programa de especiação)

  1. D. Mohan, S. Chander, J. Hazard. Mater. B 137 (2006) 1545.
  2. Davison, W. e Zhang, H. In-situ speciation measurements of trace components in natural-waters using thin-film gels. Nature, 367 (6463), 546-548. 1994.
  3. de Oliveira, R. L. F; Pedrobom J. H; Menegário A. A; Domingos R. N; Py Júnior D. A; Kiang C. H. Determination of in situ speciation of manganese in treated acid minedrainage water by using multiple diffusive gradients in thin films devices. Analytica Chimica Acta 799 (2013) 23– 28